Auguste Antoine Piccard (1884-1962) foi um físico, inventor e explorador suíço.

Em 1930, curioso a respeito das altas atmosferas, projetou um balão com uma cápsula pressurizada, feita de alumínio, adequada para o transporte de homens e instrumentos científicos a grandes alturas. Isso lhe permitiu ascender à estratosfera ( 15.838 metros); foi o primeiro homem a enxergar a curvatura da Terra. Fez mais vinte e sete vôos, chegando à altitude de 16.197 metros.

Voltou-se, então, para as profundezas do mar.

Seis anos depois de alcançar a estratosfera, apresentou o batiscafo, sua nova invenção. Trata-se de uma espécie de submarino que permitiria aos homens alcançar agora as profundezas do oceano.
Em 1953, Piccard mergulhou nas águas do mar Tirreno, e alcançou a profundidade de 3.150 metros.

Aprendi tudo isso ontem, enquanto saboreávamos uma maravilhosa tarte tatin, ao lado de amigos queridos.

Já estávamos na terceira garrafa de vinho, e começavam as confissões.

Um amigo, dos mais queridos e admirados que temos, contou que em uma época na vida foi redator de enciclopédia. E que o verbete que mais o impressionou, que mais lhe marcou, que mais o fez pensar, foi o que fez sobre Auguste Piccard.
E esse amigo, que é poeta, contou-nos a história de Piccard.

Contou que o cara viveu à busca de invenções que lhe permitissem ir o mais alto ou o mais profundamente possível.

E o Sérgio, esse nosso amigo, arrematou:

- Ou seja, o cara odiava a superfície!

Assim, Piccard tornou-se o herói do Sergio.

E o meu também.

deixo aqui a minha homenagem.
Aos dois.